Mato Grosso negocia a compra de mais quatro milhões de doses da Sputnik V junto a consórcio

“Nossa intenção é distribuir quatro milhões de doses para cada consorciado,” adianta Paco Brito, secretário executivo do BrC e vice governador do DF.

Foto: DADO RUVIC / REUTERS

Mato Grosso é um dos Estados que compõe o Consórcio Brasil Central (BrC), que negocia a compra de 28 milhões de doses da Sputnik V, desenvolvida pelo Centro Gamaleya, na Rússia. A expectativa é que, caso a aquisição se concretize, cada Estado fique com quatro milhões de unidades para imunizar suas população. Vale lembrar que o governador Mauro Mendes (DEM) também compõe outra aliança no país e já conseguiu outras 1,2 milhão de doses.

O Consórcio Brasil Central está em negociação para compra de 28 milhões de doses da vacina Sputnik V, via o Fundo Soberano Russo. O contrato deve chegar nos próximos dias em Brasília, uma vez que, na quinta-feira (22), chegaram os quantitativos mensais que serão recebidos pelo BrC, já incluindo todos os detalhes quanto ao cronograma de entrega dos lotes com as doses para cada unidade da federação consorciada – Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Distrito federal, Tocantins, Maranhão e Rondônia.

“Nossa intenção é distribuir quatro milhões de doses para cada consorciado,” adianta Paco Brito, secretário executivo do BrC e vice governador do DF.

Durante reunião extraordinária do Conselho de Administração do Consorcio Brasil realizada ontem, quando foi apresentado o quantitativo de vacinas que virão para o Consórcio pelo Fundo Soberano Russo, ficou definido que as unidades da federação não se opõem a fazer o repasse para o Plano Nacional de Imunização (PNI), como o Ministério da Saúde deseja, desde que remunerados fundo a fundo ou indenizados no aumento proporcional das cotas que lhe cabem das vacinas que estão sendo entregues pelo Ministério da Saúde.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sinalizou que a União quer pagar pelas vacinas e, com isso, que elas fiquem no Programa Nacional de Imunização. Mauro, por sua vez, fez a contraproposta de as doses virem para MT, e o número ser ‘descontado’ das remessas seguintes de vacinas contra a Covid-19.

Mauro relatou que, caso não seja possível essa primeira alternativa, que o Ministério da Saúde inclua no PNI as doses, mas as entregue apenas aos estados que fizeram a compra, como forma de antecipar as doses que já o Ministério já iria entregar.

Eficácia

Cientistas russos concluíram que a vacina Sputnik V contra a covid-19 tem eficácia de 97,6% no “mundo real”, de acordo com uma avaliação envolvendo 3,8 milhões de pessoas. O anúncio foi feito pelo Instituto Gamaleya, de Moscou, e o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia (RDIF) na segunda-feira (19).

O estudo no “mundo real” é mais amplo e apresenta evidência científica mais clara e confiável para mudança no padrão de tratamento, segundo a Agência Brasil.

A nova taxa de eficácia é mais alta que a de 91,6%, destacada em resultados de um estudo em grande escala com a Sputnik V, publicado na revista médica The Lancet no início do ano, e é favorável em comparação com dados sobre a eficiência de outras vacinas contra a covid-19.

Em visita à Rússia, representantes do Consórcio Nordeste solicitaram relatório que comprove a eficácia e segurança da vacina Sputnik V contra a Covid-19. O pedido foi feito para atender a exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que alega que estes são elementos necessários à aprovação do imunizante no País.

Em entrevista ao Sistema Verdes Mares, o secretário-executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Eduardo Gabas, disse esperar “que isso possa ajudar a Anvisa a aprovar a utilização da vacina”.

Havia a expectativa de que o primeiro lote da compra pudesse chegar ao Brasil ainda em abril, mas com a demora na análise da Anvisa o prazo previsto não deve se efetivar.

Fonte: Olhar Direto

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