Grávida entra em trabalho de parto e bebê com malformação precisa de UTI com urgência em Cáceres

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Jainy Patrícia Haidmann está internada em Cáceres, mas a cidade não possui UTI com a estrutura necessária para atender ao caso

Grávida está internada no Hospital São Luiz, em Cáceres (MT) — Foto: Centro América FM
Foto: Centro América FM

Uma grávida entrou em trabalho de parto aos sete meses de gestação, nesta sexta-feira (14), e o bebê, que tem malformação nos órgãos, precisa de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal com centro cirúrgico pediátrico com urgência. Jainy Patrícia Haidmann está internada em Cáceres, a 220 km de Cuiabá, mas a cidade não possui UTI com a estrutura necessária para atender ao caso.

Nessa quinta-feira (13), a Defensoria Pública entrou com uma ação contra o estado, pedindo a transferência da mãe para outro hospital, antes do parto, para que o bebê fosse encaminhado à UTI imediatamente, no entanto, o pedido não foi atendido.

G1 entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

“Estávamos correndo contra o tempo desde a noite de ontem para encontrar um local para o nascimento e a cirurgia, pois a médica que acompanha o caso afirma que, se a cirurgia for feita em Cáceres e depois o bebê tiver que ser transferido, as chances de sobrevida dele serão muito baixas. Ela entrou em trabalho de parto 24h após tomar a vacina contra o coronavirus”, explicou a defensora pública Carolina Weitikiewic.

A defensora disse que a família foi informada pelo estado que não existe leito no Sistema Único de Saúde (SUS) para atender ao caso.

A paciente está internada desde quarta-feira (12) no Centro de Obstetrícia do Hospital São Luiz, em Cáceres, com perda de líquido amniótico.

A defensora pública plantonista, Carolina Weitikiewic, a falta da UTI com centro cirúrgico coloca em risco a vida do bebê, que foi diagnosticado com malformação denominada “onfalocele”, que se caracteriza pela presença de órgãos, como intestino, fígado ou baço, fora da cavidade abdominal, recobertos apenas por uma fina membrana.

Diante das negativas da Central de Regulação, Carolina protocolou a ação na Vara Regional de Araputanga, na qual pede que a gestante seja transferida para um hospital privado, mas ainda não houve decisão.

Fonte: G1 MT

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