No Pará, cerca de 20 mil famílias perderam desconto na conta de energia em 2021

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Do total de 2,7 milhões de consumidores paraenses, quase 1 milhão é de baixa renda, o principal público da iniciativa

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Foto: Ilustrativa

A maioria das 20 mil famílias que perderam o benefício da Tarifa Social de janeiro a abril de 2021 podem mudar essa realidade com uma simples ação: a atualização no Número de Identificação Social (NIS). Nos últimos 12 meses, mais de 150 mil pessoas tiveram o cadastro na tarifa de energia elétrica indeferido por falta de atualização do NIS e outros critérios.

Os descontos podem chegar a até 65% na conta de luz todo mês e das 20 mil famílias que perderam o benefício esse ano, 70% foi por falta de atualização do NIS e 20% por falta de atualização do comprovante de renda familiar, critérios definidos pelo Governo Federal para a permanência na tarifa.

Para ter acesso ao benefício, o NIS precisa ser válido. “O primeiro passo é ter o NIS em mãos, e o documento pode ser emitido em qualquer CRAS, os Centros de Referência de Assistência Social”, afirmou o analista da área de Relacionamento com o Cliente da Equatorial Energia, Alexandro Freitas, acrescentando que o cliente que tem o NIS e teve o pedido indeferido, deve ligar para o telefone da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania e verificar a validade do mesmo. “O contato é 0800 707 2003 e pode ser feito por número fixo ou celular, e é simples e de graça. O cadastro deve ser atualizado a cada dois anos”, acrescentou.

Para Alexandro, o benefício é de extrema importância, especialmente no momento de pandemia vivenciado pela população paraense, de dificuldades econômicas para todos. “Cada recurso, cada  economia é importante. A Tarifa vem ao encontro dessa necessidade e infelizmente algumas pessoas não estão conseguindo por não observarem esses critérios”, pontuou.

“É papel do próprio cliente manter seus dados atualizados juntos ao banco de dados do Governo Federal, para que a Equatorial consiga confirmar a situação de cada cliente e validar seu direito ao benefício baixa renda”, disse o gerente de Relacionamento com o Cliente da Equatorial Pará, Gilliard Vaz.

O mesmo vale para a atualização da renda, que deve ser de meio salário mínimo por pessoa. “É muito importante que o consumidor atualize seu cadastro sempre que houver alguma mudança, como composição da família ou renda mensal, para evitar a perda do benefício”, finaliza.

O Tarifa Social é um programa do Governo Federal e, no Pará, dos aproximadamente 1,6 milhão de clientes residenciais, 924 mil já usufruem do benefício. Do total de 2,7 milhões de consumidores paraenses, quase 1 milhão é de baixa renda, o principal público da iniciativa.

Como pedir o benefício

Com o NIS em mãos e atualizado, o cliente pode procurar a Equatorial de forma presencial ou pelo site e fazer a solicitação. Também é possível solicitar por telefone, de forma gratuita, pela central de atendimento 0800 091 0 196. A ligação também ser feita pelo celular.

“Temos ainda uma novidade, a possibilidade de atendimento virtual com a Clara. O consumidor cadastra o número de Belém 91 3217-8200 e faz as solicitações apenas com documento de identidade, CPF e número da conta contrato, o que antes a gente chamava de Unidade Consumidora”, diz.

O que é necessário para ter a Tarifa Social?

– Ser inscrito no CadÚnico (que concede o número do NIS) com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa (R$ 522,50);

– Ser idoso ou deficiente que recebe o Benefício da Prestação Continuada (BPC) com renda mensal por pessoa, inferior a um quarto do salário mínimo (R$ 261,25);

– Famílias inscritas no CadÚnico que tenha portador de doença que necessite de aparelhos ligados à energia elétrica de forma continuada, com renda mensal de até 3 (três) salários mínimos;

– Famílias indígenas e quilombolas inscritas no Cadastro Único com renda menor ou igual a meio salário mínimo por pessoa da família ou que possuam, entre seus moradores, algum beneficiário do BPC.

Informações sobre o NIS

Central de relacionamento da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social do Ministério da Cidadania: 0800 707 2003 ou pelo aplicativo para smartphones, Meu CadÚnico, disponível para Android e IOS.

Fonte: O Liberal

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