Advogado relata ameaças de assessores a mando de Medeiros e pede proteção policial à CPI da Covid

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O defensor é responsável por divulgar um áudio do amigo e também advogado, José Roberto Martins Feltrin, de 55 anos, relatando os momentos difíceis que estava passando em decorrência das complicações causadas pela Covid-19

José Roberto (que faleceu), Carlos Naves (responsável por divulgar o áudio do amigo) e Medeiros.
Foto: Reprodução

O advogado Carlos Naves de Resende registrou um boletim de ocorrência e protocolou, nesta última terça-feira (25), um requerimento à CPI da Covid, no Senado Federal, em que relata ameaças dos jornalistas e assessores Evandro Soares e Rodrigo Rodrigues, supostamente a mando do deputado federal José Medeiros (Podemos).

O defensor é responsável por divulgar um áudio do amigo e também advogado, José Roberto Martins Feltrin, de 55 anos, relatando os momentos difíceis que estava passando em decorrência das complicações causadas pela Covid-19.

Bastante ofegante e temendo morrer, o jurista afirmou que toda a “desgraça” que ele e o país passa é culpa do presidente Jair Bolsonaro (sem) e do deputado Medeiros, de quem era secretário parlamentar na Câmara Federal.

No requerimento, Naves afirma que a divulgação do áudio havia sido solicitada por Roberto, caso ele morresse. “Após tornar público seu desabafo, tenho recebido ameaças e perseguição, dos senhores: Evandro Soares e Rodrigo Rodrigues a mando do deputado José Medeiros”, afirma.

Diante da situação, o advogado solicita proteção policial ao presidente da CPI da Covid e pede também para que sejam tomadas as providências cabíveis contra José Medeiros.

Já no boletim de ocorrência, Carlos relata que Evandro divulgou áudios em grupos de aplicativos de mensagens dizendo que “vai encher a mão na cara” dele, além de outras ofensas. Ainda conforme B.O, Medeiros estaria difamando sua imagem na imprensa ao afirmar que a divulgação do áudio seria por vingança.

Naves exerceu o cargo de assessor parlamentar/chefe de gabinete de Medeiros entre 2015 e 2018. 

“Esse maldito”; ouça

“Eu acho que não vou aguentar essa p****, to mal pra caramba. Tá feio, cara. Tô mal. A culpa é desse capitão bunda suja, que não providenciou vacina pra nós. Minha saturação despencou muito de ontem pra hoje. Tô mal pra caramba. Vou no médico agora, mas tô com medo, é como se um filme tivesse passado na minha cabeça. Esse tal de Medeiros é responsável por tudo que está acontecendo com o povo brasileiro, esse maldito. É responsável também [sic]”, desabafou Feltrin em parte do áudio.

Em seguinda, chorando bastante, Feltrin afirma que o presidente tem sabotado a chegada das vacinas contra a Covid-19 desde que elas começaram a ser desenvolvidas.

“Esse povo apoiando esse governo genocida. Esse cara vem sabotando as vacinas desde o início, cara. Já era pra ter vacina pra nós, pras pessoas da minha idade, e não tem. E ninguém faz nada na desgraça desse país maldito. Um retardado como esse Bolsonaro, faz o que quer com esse povo, e ninguém faz nada. Parece que tá todo mundo que nem barata tonta. Não sei se escapo não, bicho [sic]”, completou.

Feltrin faleceu na terça-feira (18) e, no mesmo dia, recebeu homenagem póstumas de Medeiros, que utilizou suas redes sociais para agradecer o assessor, que trabalhou com ele desde quando assumiu o Senado, em 2014.

“Hoje perdi um grande amigo, homem de inteligência rara, que nos ajudou tanto no Senado Federal quanto na Câmara dos Deputados… Deixo minhas homenagens à memória do sr. José Roberto Feltrin e o pedido a Deus que conforte amigos e familiares!!! Em meu nome e de toda equipe, OBRIGADO ZÉ!!!”, escreveu no post.

Medeiros questiona veracidade

Por meio de nota, Medeiros afirmou que a morte de Feltrin esteja sendo usada politicamente. “A veracidade do áudio é questionada, mas infelizmente o Feltrin não está mais aqui para esclarecer a situação. Nesse momento de dor, esperamos mais empatia e respeito para com a família e amigos”.

Por fim, o deputado destacou sua atuação no combate à pandemia e aos seus efeitos. Além do seu apoio às medidas que foram implementadas pelo Governo Federal. Entre elas, o auxílio emergencial e o envio de imunizantes e vultosos recursos financeiros para os governos estaduais e municipais.

Fonte: Olhar Direto

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