Brasileira morre em travessia ilegal para os EUA após ter sido abandonada por grupo

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Com muita sede e calor, no dia seguinte, ela decidiu caminhar mais um pouco para tentar alcançar os integrantes, mas não teve sucesso

Brasileira morre em travessia ilegal para os EUA após ter sido abandonada por grupo
Foto: Divulgação

O pessimismo em relação ao futuro do Brasil é um dos principais motivos que levam brasileiros a buscar recomeços em outros países. Foi o caso da técnica de enfermagem Lenilda dos Santos, 50 anos, que após se separar do marido, resolveu tentar uma nova vida nos Estados Unidos.

A brasileira não resistiu a travessia, contudo, e foi encontrada morta em uma área desértica no Novo México (EUA), esta semana, após dias de busca. Ela deixa duas filhas.

De acordo com relatos, Lenilda tentava entrar no país com três amigos de infância e outra pessoa que orientaria o grupo ao longo do caminho. A travessia começou numa segunda-feira (6/9), às 4h, e, durante todo o percurso, a brasileira costumava mandar notícias para a família por meio de mensagens e sua localização. Em dado momento, porém, a filha percebeu que o celular de Lenilda não estava mudando de localização e que ela havia parado de responder as mensagens.

O irmão de Lenilda, Leci Pereira, afirmou que, até esse momento, a família não imaginou que o grupo de amigos tivesse abandonado a brasileira. Em um dos últimos contatos que teve com a família, ela informou que não aguentava mais caminhar e que decidira parar, mas que o grupo seguiu em frente,  prometendo voltar para resgatá-la. Com muita sede e calor, no dia seguinte, ela decidiu caminhar mais um pouco para tentar alcançar os integrantes, mas não teve sucesso.

Os familiares da brasileira começaram a se preocupar e pediram ajuda para amigos e brasileiros nos Estados Unidos. O brasileiro Kleber Vilanova, que mora em Ohio e tem um empreendimento que atua na área de imigração, reforçou a polícia os pedidos por operações de busca no deserto. Ele criou uma campanha no GoFundMe para realizar o traslado do corpo da brasileira.

“As pessoas com quem ela estava viajando pensaram nelas próprias. Devem ter pensado que não poderiam chamar a patrulha da fronteira para falar que ela estava lá, porque depois a polícia poderia chegar até eles. Creio que foi esse o pensamento deles, não queriam ser presos”, comenta Vilanova.

O irmão de Lenilda faz um apelo para as autoridades brasileiras para que impeçam os cidadãos de fazer a travessia. “Nós queremos que a história repercuta para que isso acabe. Nosso país tem que fazer algo para impedir que histórias assim se repitam. Ela foi construir outro tipo de sonho para ela, mas quero deixar um alerta para que outras pessoas não façam esse trajeto, e que as autoridades (brasileiras) impeçam isso. Que nosso país seja melhor. O Brasil acabou”, afirma.

Fonte: Estado de Minas

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