Estelionatários lavaram dinheiro de golpes no mercado imobiliário de Cuiabá

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A Polícia Civil de Mato Grosso apura os crimes de organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro

Estelionatários lavaram dinheiro de golpes no mercado imobiliário; casa em condomínio de luxo é alvo
Foto: Reprodução/Ilustração

As investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil, apontam que os líderes do grupo alvo da ‘Operação Resarcire’, deflagrada nesta quinta-feira (07), com objetivo de cumprir 28 mandados judiciais contra alvos de uma organização criminosa voltada à prática de crimes de estelionato, lavavam o dinheiro dos golpes no mercado imobiliário. Uma casa em condomínio de luxo foi sequestrada por ordem judicial.

A Justiça decretou a indisponibilidade de bens imóveis dos investigados, sendo um deles uma casa, em um condomínio de luxo em Cuiabá, avaliada em meio milhão de reais.

Além de cessar a atividade do grupo criminoso e impedi-los de fazer novas vítimas, o objetivo da operação é também apreender a maior quantidade de bens e valores em posse dos investigados, para o ressarcimento do prejuízo causado. Daí o nome Resarcire, que significa ressarcir em latim.

As investigações mostraram que os líderes da quadrilha praticavam a lavagem de dinheiro aplicando os recursos financeiros obtidos com as fraudes no mercado imobiliário e também acompanhavam os correntistas aos bancos para fiscalizar o saque dos valores recebidos.

Em apenas três meses, o prejuízo financeiro das vítimas identificadas – que são de Mato Grosso, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Rondônia – foi de aproximadamente R$ 400 mil.

Os integrantes da organização que agiam como correntistas recebiam em suas contas bancárias os valores dos golpes aplicados, que eram transferidos pelas vítimas. Em contrapartida ficavam com 5% do valor sacado.

 “Esses investigados eram a base da estrutura da pirâmide da organização criminosa, dando sustentação para a Orcrim e exercendo papel fundamental e indispensável para o sucesso nas empreitadas criminosas, sem as quais as aplicações dos golpes não se concretizariam”, explicou o delegado Vitor Hugo, titular da GCCO.

Operação

No total, são cinco prisões preventivas, oito prisões temporárias, 15 mandados de buscas e apreensões e ainda o sequestro de bens móveis e bloqueio de contas.

A Polícia Civil de Mato Grosso apura os crimes de organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.

De acordo com o delegado titular da GCCO, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, os líderes da organização criminosa são de Mato Grosso, São Paulo e Santa Catarina.

O trabalho investigativo apurou que esse grupo, composto por cinco pessoas, aplicava os golpes, criava os anúncios falsos e cooptava novos integrantes-correntistas.

Noventa policiais civis da GCCO e das demais unidades da Diretoria de Atividades Especiais da Polícia Civil de Mato Grosso estão envolvidos no cumprimento dos mandados na Operação Resarcire, com apoio de equiipes das Polícias Civis em São José do Rio Preto (SP) e Balneário Camboriú (SC).

Fonte: Olhar Direto

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