Juíza marca júri de mulher acusada de matar enteada envenenada

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Juíza ainda negou substituir prisão preventiva

A juíza Mônica Perri, que marcou o júri popular Foto: Mídia News/Reprodução

A juíza Mônica Perri, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, marcou para o dia 6 de dezembro o júri popular de Jaira Gonçalves de Arruda Oliveira, acusada de matar a enteada de 11 anos para ficar com a herança dela.

O julgamento ocorrerá no Fórum de Cuiabá a partir de 9h. A criança morreu em junho de 2019 por suspeita de envenenamento. Denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) aponta que a madrasta ministrou o veneno gota a gota, em pequenas doses durante dois meses, entre abril e junho de 2019.

Nesse período, a garota foi internada por nove vezes em hospitais particulares da Capital com sintomas de vômitos e diarreia. Jaira foi presa em setembro de 2019 após investigação da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica).

Ainda na decisão, Mônica Perri negou substituir a prisão preventiva dela para a prisão domiciliar. A herança da vítima, no valor de R$ 322 mil, faz parte de uma ação de indenização que a avó materna dela entrou contra o Hospital Santa Helena, após sua filha e mãe da menina morrer no parto em 2007.

Entenda o caso

A criança morreu no dia 14 de junho de 2017 de causa até então indeterminada. Ela deu entrada em um hospital particular já em óbito. Inicialmente, houve suspeita de meningite, bem como de abuso sexual, pois havia inchaço na genitália. Mas a necropsia do Instituto de Medicina Legal (IML), da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), descartou o estupro.

Nos exames realizados pelo Laboratório Forense, mediante Pesquisa Toxicológica Geral, foram detectados no sangue da vítima duas substâncias sendo uma delas um veneno que provoca intoxicação crônica ou aguda e a morte.

“Essa substância não é encontrada em medicamentos, portanto sua ingestão por humanos somente pode ocorrer de forma criminosa. Os sintomas da sua ingestão são visão borrada, tosse, vômito, cólica, diarréia, tremores, confusão mental, convulsões, etc.”, explicaram os delegados Francisco Kunze e Wagner Bassi, que conduziram as investigações na Deddica.

Conforme os delegados, as investigações apontam para autoria da madrasta. “Notamos que a menina era envenenada a conta-gotas, ou seja, ela ia dando um pouquinho do veneno, para não aparecer, porque chega no hospital, a criança está passando mal, morre de causa indeterminada, por alguma infecção, pneumonia, meningite, como muitas vezes suspeitaram”, salientam.

Os delegados informaram que todas as vezes em que a menina passava mal era socorrida e levada ao hospital. Lá ficava internada 3 a 7 sete dias e melhorava, em razão de ter cessado a administração do veneno. Mas ao retornar para casa, voltava a adoecer novamente. O sofrimento durou cerca de dois meses, período em que a menina ficou internada por nove vezes em hospitais particulares.

Fonte: Mídia News

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