Com surto de gripe, UPAs e policlínicas registram mais de 5,9 mil atendimentos em três dias em Cuiabá

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Diversas cidades de Mato Grosso sentem em suas unidades de saúde os reflexos da nova onda de gripe que atinge o estado

Com surto de gripe, UPAs e policlínicas registram mais de 5,9 mil atendimentos em três dias em Cuiabá
Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Em meio ao surto nacional de H3N2, subtipos do vírus Influenza A, batizada de Darwin, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Policlínicas de Cuiabá realizaram 5.953 consultas médicas, entre o último domingo (26) e 14 horas dessa terça-feira (28).  Em Rondonópolis, houve aumento de 500% no Pronto-Atendimenti Infantil. 

Um levantamento realizado pelo setor de estatística da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mostra que 64% dos atendimentos realizados nas UPAs e Policlínicas são referentes a pacientes classificados com as cores verde e azul pela triagem, ou seja, pouco urgente ou sem urgência, conforme o Protocolo de Manchester, utilizado mundialmente nas unidades de saúde. Os dados são relativos ao período de janeiro e novembro de 2021, mas a realidade tem se mantido neste mês de dezembro, até mesmo com aumento do percentual de casos leves.

Para melhorar o fluxo de atendimento aos usuários, a Secretaria Municipal de Saúde lançou o Plano de Enfrentamento à Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave, que começou a valer na segunda-feira (27).

Na nova metodologia, todas as unidades básicas de saúde (UBS) passaram a atender aos pacientes com sintomas gripais leves em livre demanda, ou seja, sem necessidade de agendamento. Isso significa que pessoas com sintomas como coriza, mal-estar, febre, diarreia e tosse, devem procurar a unidade de saúde da família mais próxima de sua casa. 

Já ao sentir um desconforto respiratório ou aumento da frequência respiratória, por exemplo, o indicado é procurar a unidade de pronto atendimento. Os casos que necessitarem de internação serão encaminhados para o Hospital Referência à Covid-19 (antigo Pronto Socorro) ou para o Hospital são Benedito, de acordo com o Plano de Enfrentamento. 

De acordo com o médico Renan Mâncio, diretor clínico da UPA Norte, essas orientações têm sido repassadas aos usuários que buscam as unidades de Atenção Secundária, com o objetivo de orientar à população quanto ao local correto para procurar assistência. 

“Nós temos que entender que o Sistema Único de Saúde (SUS) é dividido em atenções primária, secundária e terciária. E a estrutura primária em Cuiabá é muito bem equipada. Então, em caso de sintomas leves, o ideal é procurar a UBS mais próxima e deixar para a policlínica ou UPA os casos mais graves, que são os notificados”, afirma. 

Diversas cidades de Mato Grosso sentem em suas unidades de saúde os reflexos da nova onda de gripe que atinge o estado. Cidades como Tangará da Serra, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis e a baixada cuiabana tiveram aumento significativo de casos. Em Lucas, as internações aumentaram 200%.

Para enfrentar o aumento de casos de gripe em Rondonópolis, a Secretaria Municipal de Saúde anunciou na manhã desta terça-feira (28), que está ampliando o número de médicos e de equipes de enfermagem que irão atuar na linha de frente.

O crescimento de casos de gripe nos últimos dias na cidade levou a pasta a implementar um novo fluxo de atendimento dos pacientes na rede municipal de saúde. Somente no Pronto Atendimento Infantil, a demanda por atendimentos subiu de 60 na média diária, para mais de 300 por dia, ou seja, crescimento de mais de 500%.

H3N2 Darwin no Brasil

De acordo com o Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), a primeira identificação da nova cepa no país foi realizada pelo Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto em amostras da cidade do Rio de Janeiro.

Atualmente, são conhecidos três tipos de vírus influenza: A, B e C. Os dois primeiros são mais propícios a provocar epidemias sazonais em todo mundo, enquanto o último costuma provocar alguns casos mais leves. O tipo A da influenza é classificado em subtipos, como o A(H1N1) e o A(H3N2). Já o tipo B é dividido em duas linhagens: Victoria e Yamagata.

Embora possuam diferenças genéticas, todos os tipos podem provocar sintomas parecidos, como febre alta, tosse, garganta inflamada, dores de cabeça, no corpo e nas articulações, calafrios e fadigas.

O aumento de casos pode estar associação à flexibilização das medidas de biossegurança e baixa cobertura vacinal, já que o imunizante atual não dá cobertura para a nova cepa e o ano passado teve foco na vacinação da Covid-19.   

Fonte: Olhar Direto

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