Golpes pela internet em MT crescem 16%; maioria deles são por meio de clonagem do WhatsApp

No ano passado mais 3.400 pessoas foram vítimas de estelionato em Mato Grosso

Golpes pela internet têm aumentado em MT — Foto: Bruno Alencastro

O número de vítimas de golpes pela internet cresceu 16% no ano passado, em Mato Grosso. Os crimes mais comuns são os de clonagem de aplicativos de mensagem, como o WhatsApp.

A contadora Fátima Dragonio teve o número clonado depois que recebeu uma ligação com um número de Brasília. “Jamais imaginei que cairia num golpe, eu estava num evento, me ligaram, falaram coisas relacionadas a trabalho e depois disseram que enviariam um código, e pediram o meu número”, contou.

Só depois de passar o código é que ela percebeu que tinha sido vítima de um golpe. Os contatos do celular dela foram alvos dos criminosos que buscavam dinheiro. “Avisei meu amigos que meu número tinha sido clonado e registrei um BO, mas para minha decepção disseram que era comum e que não podiam fazer nada.

Na semana passada sete pessoas de uma mesma família foram presas suspeitas de aplicar golpes pela internet. O grupo estaria anunciando produtos em sites de vendas, recebia o dinheiro, depois sumia.

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública, no ano passado mais 3.400 pessoas foram vítimas de estelionato em Mato Grosso, o que corresponde a 16% a mais que o registrado em 2019.

Dos crimes mais praticados, 23% são clonagem de WhastsApp; 15% de uso indevido de dados pessoais; 10% boleto falso e 8% são golpes por sites de comércio eletrônico.

Os criminosos só conseguem clonar o WhatsApp quando enviam um código para a vítima e ela repassa para o criminoso. O estelionatário cria um perfil no aplicativo, com a foto da vítima e se passa por ela.

Os bandidos também aplicam o chamado “Golpe do amor” para conquistar as vítimas antes de furtar dinheiro e objetos de valor.

“A vítima conhece a pessoa na internet e depois de um tempo ele inventa uma desculpa, de que precisa liberar um produto, que precisa de um depósito”, disse o delegado Ruy Guilherme Peral da Silva.

Fonte: G1 MT

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