Operação prende envolvidos com grupos de extermínio em Bragança; seis são policiais militares no Pará

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Foram apreendidos armas, munições, drogas e celulares durante a ação policial

Polícia apreende armas e celulares de suspeitos de envolvimento com grupo de extermínio em Bragança. — Foto: Reprodução / Polícia Civil
Polícia apreende armas e celulares de suspeitos de envolvimento com grupo de extermínio em Bragança. — Foto: Reprodução / Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu 17 suspeitos de envolvimento com grupo de extermínio com atuação em Bragança, nordeste do estado. Entre os presos, há seis policiais militares. Todos foram presos na manhã desta quarta (24) por suspeitas de homicídios e outros crimes cometidos na região.

As prisões fazem parte da Operação Taiguara, deflagrada no início da manhã. Foram apreendidas armas, munições, drogas e celulares. Segundo a Polícia, ao menos 10 a 15 homicídios foram esclarecidos com a prisão dos suspeitos.

As investigações iniciaram em 2018, após o assassinato do radialista Jairo Souza. Os policiais militares presos atuavam ativamente em Bragança, mas tinham envolvimento com crimes. A corregedoria da PM deu apoio à força-tarefa.

Ao todo, foram 36 mandados judiciais, sendo 20 de busca e apreensão e 16 de prisão preventiva. Três pessoas também foram presas com armas de fogo sem o respectivo porte legal ou por estarem em posse de entorpecentes.

A primeira prisão foi feita ainda nos primeiros minutos da manhã, no bairro Perpétuo Socorro, periferia de Bragança. A ação dos policiais da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) durou cerca de 3 minutos, da chegada à residência até a prisão do alvo.

No momento em que foi abordado, o homem tentou atirar utilizando uma arma de fogo contra os policiais, mas foi rapidamente imobilizado, sem nenhum disparo. Na casa do homem foram encontradas três armas com a numeração de série raspada, munição sem identificação, uma farda militar, drogas e quatro aparelhos celulares.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

No total, a operação apreendeu cerca de 15 revólveres, munição, dinheiro, colete balístico e até fardamento policial falso.

O delegado geral da Polícia Civil, Walter Resende, disse que os delitos ocorridos foram alinhados durante a investigação, identificado o interesse das pessoas nas mortes. “Sete das mortes já estão bem esclarecidas, mas ainda estamos individualizando a ação de cada um dos suspeitos. Com a prisão, vamos desvendar outros crimes”, afirmou.

O trabalho de investigação durou dois anos. Mais de 100 policiais civis participaram da força-tarefa, que foi coordenada pela Divisão de Homicídios, com sede em Belém.

Fonte: G1 Pará

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