Contrária a taxação, Selma Arruda adere à Frente Parlamentar da Agropecuária

Assumidamente contrária à taxação do setor, Selma se reuniu com a futura ministra da Agricultura, a deputada Tereza Cristina (DEM-MS), antes de assinar o termo, e garantiu que vai atuar para que o Estado continue como o maior representante do agronegócio

Em 30/11/2018 04:29:00 na sessão Cidades

Os senadores recém-eleitos por Mato Grosso, Jayme Campos (DEM) e Selma Arruda (PSL), ainda não assumiram, mas pelo cenário que se desenha deverão travar fortes embates a partir de janeiro de 2019. Enquanto o democrata defendia, na tarde desta quinta-feira (29), a taxação do agronegócio no Estado, a "senadora de Bolsonaro", que agora quer ser chamada pela alcunha de "senadora do agro", assinava um termo de adesão à Frente Parlamentar de Agropecuária (FPA), em Brasília.

"É um passo importante integrar a Frente Parlamentar de Agropecuária. Mato Grosso é um estado que tem destaque nacional no agronegócio e vou ser uma forte defensora do setor", disse.

Assumidamente contrária à taxação do setor, Selma se reuniu com a futura ministra da Agricultura, a deputada Tereza Cristina (DEM-MS), antes de assinar o termo, e garantiu que vai atuar para que o Estado continue como o maior representante do agronegócio no país.

"Sou contrária a taxação do Agro, entendo que o Estado já taxa demais esse setor, que é o carro chefe de nossa economia", acrescentou Selma Arruda. E embora tenha dedicado sua vida ao Judiciário, a senadora eleita agora se declara oficialmente a "senadora do agronegócio em Mato Grosso".

Jayme Campos, por sua vez, dedica parte de seus negócios à agricultura e a pecuária, mas é defensor ferrenho da taxação do agronegócio e nesta quinta-feira, durante audiência pública na Assembleia Legislativa, propôs a criação de uma alíquota de 3% para o setor. Conforme o democrata, a tributação traria cerca de R$ 2 bilhões ao caixa do Estado.

"A verdade é que criaram quase um apartheid em Mato Grosso, em que a grande maioria dos políticos representam só o agronegócio. Quando eu digo que serei o senador de todos, como posso ser senador só do agronegócio? Temos outras atividades aqui. Eu disse e repito: vou continuar com o mesmo posicionamento, sendo senador de todos os mato-grossenses. Tanto é que procurei, dentro das minhas limitações financeiras, fazer minha campanha com recursos próprios, para não dizerem que eu estava no bolso de qualquer que seja, ou de segmentos", declarou o senador eleito.

Fonte: Olhar Direto



Por Olhar Cidade 30/11/2018 04:29:00

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