PSL já mira eleições de 2020 e quer pelo menos 50 prefeituras em Mato Grosso

Em Mato Grosso, os planos da Executiva Estadual para as Eleições em 2020, são ousados.

Em 12/03/2019 04:28:00 na sessão Política

O PSL (Partido Social Liberal), que após as eleições de outubro passado tornou-se, com 54 parlamentares (em 2014 elegeu 1 deputado), a maior bancada na Câmara dos Deputados, ao lado do PT (Partido dos Trabalhadores), trabalha agora para se fortalecer em todos os estados. Em Mato Grosso, os planos da Executiva Estadual para as Eleições em 2020, são ousados.

"A meta é conquistar pelo menos 50 prefeituras dos 141 municípios do Estado", disse o presidente regional do PSL, deputado federal Nelson Barbudo. O mais votado de Mato Grosso nas últimas eleições, com 126.249 votos, Barbudo, juntamente com a senadora Selma Arruda e outros líderes da agremiação, iniciou as articulações para o crescimento da legenda no Estado.

De acordo com Barbudo, o PSL já está organizado em 62 cidades com os diretórios municipais montados e em outros 49 municípios os diretórios estão em processo de formação. Isso significa que o PSL já se faz presente em 111 dos 141 municípios de Mato Grosso.

"Até agora, dez prefeitos já se manifestaram para migrar para o partido. O prefeito de Tapurah [Iraldo Ebertz, do DEM] já deixou a ficha de filiação assinada aguardando apenas a abertura da janela partidária para oficializar seu ingresso no PSL", informou. Segundo o presidente do Diretório Regional, um grande número de vereadores também já garantiu a mudança para a sigla do presidente Jair Bolsonaro.

A "janela partidária" é a oportunidade para quem foi eleito trocar de partido, sem correr o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. Dura 30 dias e ocorre sete meses antes de uma eleição.

Recomposição dos diretórios

Após o fim das eleições de 2018, os diretórios municipais do PSL, incluindo o de Cuiabá, foram dissolvidos, para uma recomposição. O objetivo, nesse processo de montagem dos novos diretórios, é o de "reoxigenar" o partido, para saber quem é quem dentro da legenda.

"Muitos que estavam no PSL durante as eleições para presidente não ´vestiram a camisa´ em defesa de Jair Bolsonaro. Então, o fortalecimento do partido passa também por uma avaliação do perfil ideológico de cada um dos componentes, para saber se realmente estão apoiando o presidente e seus projetos nessa nova fase da vida nacional", explicou Barbudo.

Conforme o presidente estadual do PSL, para as próximas eleições, nos municípios onde o partido não tiver candidatura própria, outros candidatos que fazem parte do "arco de alianças" poderão ser apoiados, não sem antes também passarem por uma avaliação do perfil ideológico. "Isso é fundamental para garantir a integridade ideológica do partido com os ideais do governo Bolsonaro", avaliou Nelson Barbudo.

Fonte: Hiper Notícias 



Por Olhar Cidade 12/03/2019 04:28:00

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