Ministério Público denuncia mulheres acusadas de agredirem criança autista em clínica terapêutica em Castanhal, no Pará

Promotora do caso classifica ação das mulheres como "desumana e cruel".

Em 11/06/2019 08:45:00 na sessão Cidades

O Ministério Público do Pará (MPPA) denunciou à Justiça nesta segunda-feira (10) as duas mulheres acusadas de torturarem uma criança autista de 10 anos em um centro terapêutico de Castanhal, nordeste do estado. Segundo o documento enviado ao Tribunal de Justiça pela promotora do caso, Priscilla Moreira, a agressão sofrida pela criança é "desumana e cruel".

"A vítima foi submetida a situações de violência física e psicológica que lhe causaram intenso sofrimento e constrangimento. A clínica deveria ser o local onde a vítima deveria ser acolhida, cuidada e receber atendimento que pudesse melhorar suas habilidades sociais. A criança teve seus direitos violados de forma desumana e cruel", disse a promotora.

A agressão foi realizada no centro terapêutico Fazendinha e registrada por imagens de celular. A terapeuta ocupacional, filha da proprietária do centro, agrediu um garoto de 10 anos de idade, diagnosticado com autismo. Nas imagens ela dá um tapa e grita com a criança. Em seguida, a proprietária do estabelecimento, munida de um cinto, passa a fazer ameaças e promover violência psicológica ao menino, que começa a chamar pela mãe.

Após a divulgação das imagens, a polícia instaurou um inquérito civil para apurar a regularidade do funcionamento do centro. Um levantamento preliminar identificou que o centro terapêutico não possui registro na Vigilância Sanitária de Castanhal, já tendo recebido um auto de infração, e nem alvará de funcionamento expedido pela prefeitura.

Fonte: G1 Pará



Por Olhar Cidade 11/06/2019 08:45:00

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