Depois de 13 anos, acusados de matarem caminhoneiro vão a Júri em Barra do Garças

Foram apontados como responsáveis pelo homicídio do caminhoneiro, o vendedor de panelas, Olicemar Andrade e Renata Cristina namorada de Marcos.

Em 21/08/2019 09:13:00 na sessão Cidades

Está sendo realizado nesta terça-feira (20/8) o Júri Popular dos dois acusados de terem assassinado em 2006 o caminhoneiro Marcos Batista Martini, de 26 anos, em Barra do Garças no leste de Mato Grosso. Um crime que repercutiu na época e deu muito trabalho para ser elucidado por parte da polícia.

Foram apontados como responsáveis pelo homicídio do caminhoneiro, o vendedor de panelas, Olicemar Andrade e Renata Cristina namorada de Marcos. Depois de várias fases que o processo passou pela justiça finalmente o Júri está sendo realizado somente com a presença de Olicemar; Renata está ausente com alegação de que mora na Itália. Um advogado foi contratado para defendê-la no Júri.

Segundo a denuncia do Ministério Público, Marcos foi assassinado por Olicemar que era apaixonado e tinha um caso amoroso com Renata, que era namorada da vítima. No dia do crime, Marcos esteve na casa de Renata onde tiveram relação sexual, mas como não tinha água naquele dia, ele optou em ficar com o preservativo no pênis e de tomar banho em casa.

Quando retornava para casa no bairro Recanto das Acácias, o jovem caminhoneiro foi alvejado com dois tiros na avenida principal do BNH. A polícia apurou que os disparos partiram de Olicemar e que o vendedor de panelas ficou sabendo que Marcos iria passar por ali através de Renata. A polícia e o Ministério Público entendem que Renata ao passar essa informação contribuiu com a morte do caminhoneiro.

Só que ambos os acusados negam o crime. O advogado Vinicius Ribeiro, que foi contratado por Renata, explicou que a cliente dele não compareceu devido ao fato de morar na Europa e negou que seja uma estratégia de defesa. "A Renata amava o Marcos e jamais quis a morte dele. Foi lido no início do julgamento um relatório da operadora Vivo que afirmou que não tem como precisar que Renata e Olicemar estavam juntos no dia do crime e não tem como dizer que ela quis a morte dele", frisou Vinicius.

A denúncia aponta que o caminhoneiro foi surpreendido quando retornava da residência da namorada na avenida principal do bairro BNH com os disparos, cujo atirador seria  Olicemar. A vítima foi socorrida no Pronto Socorro, mas foi a óbito. 

A promotoria relata que o acusado mantinha um caso amoroso com a namorada de Marcos e chegou a deixar a família para viver com moça. O MPE sustenta que Renata colaborou com informações para que o homicídio ocorresse. Uma ligação telefônica entre os dois foi detectada momentos antes do crime e cujo sinal de Olicemar estava na torre do bairro BNH próximo ao local do crime.

Renata e Olicemar negam o crime. Durante a sua prisão, Olicemar admitiu que sua paixão por Renata e insinuou que estava sendo preso como bode expiatório. "Eu sou inocente e vou morrer afirmando isso", declarou.

Andamento do julgamento

O julgamento deve terminar somente à noite. Na hora da acusação, o promotor deixou bem claro que teria como estarem juntos. Todavia a Defesa está tentando absolver os acusados com base no princípio de que na dúvida deve-se inocentar o réu.

Sobre a arma do crime, ela não foi localizada na época. A polícia acredita que Olicemar vendeu a arma para justamente dificultar a apuração do caso.

Vale ressaltar que ambos negam o crime.

Fonte: Araguaia Noticía 



Por Olhar Cidade 21/08/2019 09:13:00

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