Operação prende chefe de gabinete de deputado estadual em MT

Servidor está lotado no gabinete do deputado Romoaldo Junior (PMDB). Ação é desdobramento de investigação sobre desvio de R$ 9 mi na ALMT.

Em 06/10/2016 09:32:00 na sessão Policia

Foto: Divulgação

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE), prendeu, no início da tarde desta quarta-feira (5), o chefe de gabinete do deputado estadual Romoaldo Junior (PMDB), Francivaldo Mendes Pacheco. Segundo o MP, ele foi preso durante a segunda fase da Operação Ventríloquo, que investiga um desvio de aproximadamente R$ 9,3 milhões em recursos da ALMT entre os anos de 2012 e 2014.

Além do mandado de prisão preventiva, contra o servidor também foi cumprido um mandado de busca e apreensão. Entramos em contato com a assessoria de imprensa do deputado e obteve a informação de que ele ainda não se manifestou oficialmente. A reportagem não localizou a defesa do chefe de gabinete.

Denominada "Filhos de Gepeto", a operação foi deflagrada quase seis meses após o ex-deputado José Riva confessar a existência do esquema e a participação no desvio de dinheiro público na ALMT, a qual presidiu repetidas vezes. Por conta da operação Ventríloquo, Riva chegou a ser preso em julho de 2015.

Na ocasião, Riva disse que estava arrependido e disposto a devolver aos cofres da ALMT cerca de R$ 700 mil, valor que ele disse ter recebido durante o esquema. Trata-se de uma fração do montante desviado por meio de fraudes a um pagamento de uma dívida que a ALMT tinha com uma instituição financeira desde a década de 1990.

O valor que Riva mencionou, porém, é inferior ao montante que o Ministério Público (MP) apontou como a quantia recebida pelo ex-deputado no esquema. Em janeiro, novos documentos juntados no processo que tramita na 7ª Vara Criminal apontaram que, dos cerca de R$ 9,3 milhões desviados, Riva teria recebido 45% - aproximadamente R$ 4 milhões.

O valor, segundo o MP, está explícito em anotações encontradas na casa de um advogado que também foi preso em 2015, apontado como articulador da fraude no pagamento da dívida que a ALMT tinha com uma instituição financeira.



Por G1 MT 06/10/2016 09:32:00

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